Internacionalização de Empresas Brasileiras

29 . 09 . 2020

Tem curiosidade sobre como as empresas brasileiras expandem os seus negócios através da internacionalização e comércio exterior? Leia no artigo quais são as principais modalidades e grandes cases de sucesso.

São diversas as formas de uma empresa se internacionalizar. Entre os passos iniciais dos métodos tradicionais, podemos citar o ingresso no fluxo de exportação; enquanto em etapas que requerem maior estruturação, encontramos a criação de subsidiárias e a aquisição de empresas fora do país. Atualmente, com o avanço tecnológico e o surgimento de empresas já nativas de um plano de expansão global, a internacionalização via processos digitais se tornou uma realidade através de e-commerce cross-border, abertura de capital fora do país de origem, etc.

 

Muitas empresas brasileiras encontraram o sucesso através da expansão internacional, fazendo com que parte importante da sua receita fosse oriunda da oferta dos seus serviços ou produtos em outros países. Neste artigo falaremos sobre quais estratégias foram utilizadas pelas empresas para que isso acontecesse, quais são as diferentes modalidades de internacionalização e alguns cases de empresas referência neste mercado.

 

Internacionalização das Empresas Brasileiras

 

Segundo o estudo Trajetórias FDC de Internacionalização das Empresas Brasileiras (2019), o Brasil possui cerca de cinco milhões de empresas (IBGE). Destas 5 milhões, apenas 25 mil exportam produtos (representando 0,5% do total), e apenas 500 possuem subsidiárias ou franquias no exterior (representando 0,01%).

 

Além de ser uma parcela pequena que aposta na expansão internacional, este processo de internacionalização também é lento no Brasil. Empresas brasileiras levam em média 22 anos para exportar pela primeira vez e em média 31 anos para se posicionar fisicamente fora do país (através de subsidiárias ou filiais).

 

No entanto, é perceptível que este tempo médio para expansão internacional tem diminuído com o passar dos anos, especialmente com o surgimento de novos negócios e com planos de internacionalização desde a sua fundação. Segundo o estudo da FDC, empresas mais velhas (acima de 60 anos) demoram em média 14 anos e 9 meses para realizar a primeira exportação, enquanto empresas de 30 a 50 anos tendem a demorar 5 anos e 3 meses. Esse tempo cai ainda mais quando falamos de empresas de até 29 anos, que demoram em média 11 meses para exportar.

 

O mesmo movimento é percebido para internacionalização via franquias e subsidiárias: empresas mais jovens tendem a se internacionalizar 7x mais rápido do que empresas com mais de 60 anos.

 

Mas como posso internacionalizar a minha empresa?

 

Dentre as maneiras mais tradicionais, a primeira modalidade de internacionalização é através da exportação. Exportar um produto ou serviço é vender à um cliente internacional e realizar o envio do bem (tangível ou intangível) gerado em solo brasileiro para o consumidor ou revendedor, recebendo pela transação. Sendo assim, uma empresa que exporta não precisa atuar fisicamente em território estrangeiro, mas apenas se preocupar com as relações comerciais e o transporte das suas mercadorias, atentando-se às legislações e aos impostos de cada país de envio. 

 

A segunda dentre as modalidades tradicionais, são subsidiárias próprias. Uma subsidiária é uma empresa controlada por outra, apesar de poder ter o seu próprio nome, posicionamento e atuação comercial independente. Sendo assim, é possível que uma empresa brasileira adquira ou crie uma empresa fora do seu país de origem e tenha total controle das suas ações. Neste caso, seria uma subsidiária integral. Os produtos poderiam ser manufaturados (ou distribuídos) em solo internacional para alcançar novos mercados.

 

As franquias são a terceira modalidade tradicional. Uma franquia é um negócio que replica totalmente o modelo de operação e comercial de uma empresa com autorização de quem detém os direitos (inclusive o de imagem) e criou o modelo original. A empresa original vende o modelo de gestão  do seu negócio a uma segunda que pode estar localizada em outro país e que pagará à original todos os direitos por uso de imagem, processos operacionais etc. Desta maneira, os produtos da empresa brasileira serão ofertados pelas suas filiais em diversos outros países.

 

A quarta e não tradicional das modalidades de internacionalização é a oferta de serviços e produtos através do e-commerce. Com o aumento da tecnologia e o acesso crescente à rede (mais de 4 bilhões de pessoas acessam a internet no mundo vs. 170 milhões no Brasil), cada vez mais empresas digitais já nascem com a intenção de conquistar o mercado global via e-commerce. O acesso à tecnologia também colabora para o aumento de concorrência de empresas estrangeiras que passam a ofertar os seus produtos e serviços para o mercado brasileiro. Quem nunca comprou uma roupa de uma loja americana ou um aparelho eletrônico que veio de uma fábrica chinesa? O mesmo acontece com os serviços. Você assina Netflix? Tem Spotify Premium? Então você já é consumidor do chamado e-commerce (via streaming) cross border.

 

O e-commerce cross-border democratizou a oferta de produtos e serviços internacionais aos brasileiros, bem como possibilitou que as empresas pudessem vender para o exterior de maneira mais rápida e simples do que os modelos tradicionais. Com as inovações tecnológicas, nos canais e processos de pagamentos, o tempo de internacionalização das empresas caiu drasticamente. Basta possuir um serviço de gateway e um banco integrado ao sistema para realizar as operações internacionais e pronto: seu produto pode estar disponível para todo o mundo e a transação poderá ser feita através de um clique.

 

Cases de Internacionalização

 

A Stefanini é uma multinacional paulista fundada em 1987, prestadora de serviços na área de transformação digital englobando soluções de software e consultoria. Segundo o estudo Trajetórias FDC de Internacionalização das Empresas Brasileiras, a Stefanini ficou em primeiro lugar no ranking de empresa transnacional brasileira de implantação global mais ampla, com subsidiárias próprias em 41 países. A operação local representa cerca de 15% a 17% dos negócios totais da Stefanini.

 

A Localiza é uma rede de lojas mineira, especializada em aluguel de automóveis. A empresa tem presença em 577 agências nas principais cidades e aeroportos do Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai e Uruguai. Atualmente 320 unidades são próprias e 174 unidades são franqueadas. 

 

O Gympass é um aplicativo brasileiro que permite acessar academias em todo o país e no mundo através de uma assinatura mensal ou quantia de pagamento diária. A empresa foi fundada em 2013 e se expandiu internacionalmente, no terceiro ano de existência, para o México. Em quatro anos entrou em 13 países e atualmente atua em 8 mil cidades, em 14 países. Das 50 mil academias afiliadas, 21,5 mil (43%) estão no Brasil.

 

São diversos os modelos de internacionalização que podem ser seguidos pelas empresas e o que podemos constatar é que nessa jornada sua organização sempre precisará de serviços de câmbio e de pagamentos.

 

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