A acessibilidade do consumo aos desbancarizados

27 . 05 . 2020

O volume de desbancarizados criou tendências e soluções que diminuem as barreiras para a inclusão dessas pessoas aos serviços financeiros.

A acessibilidade do consumo aos desbancarizados

 

Por diferentes razões 1,7 bilhões de pessoas mundialmente não tem uma conta vinculada às instituições bancárias. Os principais motivos são relacionados com as altas taxas que são aplicadas, distância física entre casas e agências, dívidas existentes, falta de confiança nos bancos, situações de trabalhos informais, entre outros.

 

No Brasil, o número de desbancarizados corresponde a em torno de um quarto da população total (55 milhões) e de fato muitos destes são economicamente ativos e com grande potencial de consumo.

 

Até poucos anos atrás, a concorrência bancária no Brasil era muito pequena, com pouquíssimas instituições que dominavam a fatia maior de centenas de milhões de brasileiros. Porém, esta realidade está mudando com a tendência das fintechs que prestam diversos serviços que anteriormente eram restritos aos bancos, mas sem a necessidade de vínculo permanente e uma série de procedimentos que podem ser burocráticos e empecilhos para muitos brasileiros.

 

Centenas de Fintechs mudam o cenário de oferta de serviços financeiros

 

Atualmente existem no Brasil 600 fintechs, que prestam serviços financeiros diversos como empréstimos, pagamentos, investimentos, transferências, gerenciamento patrimonial, entre outros. Em torno de 35% delas estão nos segmentos de serviços de pagamento e crédito. As fintechs vieram com este conceito de inclusão social e tornaram a vida financeira de muitos brasileiros mais facilitada, além de gerarem impulsionamento econômico. Estas empresas identificaram esta lacuna de mercado e criaram soluções de atendimento a esse nicho de pessoas.

 

O meio de pagamento preferido pelos desbancarizados é o boleto, já que não necessita de vínculo bancário e linha de crédito, e é um título que pode ser pago em agências, casas lotéricas, além de aplicativos e desktops. Os cartões de crédito e débito em sua maioria estão vinculados às contas de banco e necessitam de aprovação da emissão e limites é baseada no histórico financeiro da pessoa.

 

Jovens são predominantes entre desbancarizados

 

Um dado importante de ressaltar é que os desbancarizados são predominantemente mais jovens, com 40% entre 18 a 24. Portanto, uma empresa que tenha um público-alvo neste nicho de pessoas, é de suma importância se atentar para os meios de pagamento adequados, a fim de que a sua estratégia de venda obtenha êxito e não seja impedida pelo detalhe da impossibilidade de pagar pelos bens e serviços, após ter gerado desejos e motivações neste público.

 

Estas pessoas continuam consumindo produtos e serviços mesmo com o fator limitante das contas em bancos, portanto para atingir este grande número de pessoas, é necessário oferecer os meios de pagamento de acordo com as suas necessidades.

 

O atual momento de combate à pandemia do covid-19 ainda é mais propício para que novos serviços de pagamento e crédito sejam oferecidos aos desbancarizados. As diferentes instâncias de governo no Brasil enfrentam dificuldade em fazer com que repasses sejam feitos aos estratos da população sem vínculos formais com as instituições financeiras.

 

Brasil é um destino estratégico para fintechs do mundo inteiro

 

Empresas internacionais que vendem bens e serviços de forma digital podem se integrar a um processador de pagamentos locais, que disponibilizará os meios preferidos pelos brasileiros.

 

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