Muito além das empresas: compras de produtos da China aumentam entre pessoas físicas

02/02/2021

Mesmo com a pandemia e a flutuação cambial, compras online de produtos da China seguem uma tendência de crescimento que deve se manter por muito tempo.

 

 

A procura por produtos vindos da China não começou recentemente, mas a prova de que esse movimento está longe de esfriar ganhou novos contornos durante a pandemia. Empresas como a Alibaba mostraram uma evolução em receita, acumulando recordes em datas especiais como o Dia dos Solteiros, famosa data de compras que vem ganhando espaço para se solidificar como uma das principais ocasiões de comércio eletrônico a cada ano.

 

Para se ter uma ideia do tamanho desse crescimento, a gigante chinesa, que tem entre suas marcas o AliExpress, vendeu US$ 75 bilhões somente no Dia dos Solteiros com ações que englobaram inclusive o mercado brasileiro. O montante representa mais de três vezes as vendas anuais do e-commerce brasileiro.

 

Crescimento do AliExpress no Brasil

 

“A China é o futuro do Brasil em termos de e-commerce”, afirma Yan Di, diretor geral do AliExpress no Brasil, em entrevista à revista Exame. A empresa está atenta às oportunidades nas terras brasileiras e afirma que 2020 foi o melhor ano de sua operação no Brasil. Ela não abriu os números do ano no país, mas diz que sentiu aumento de até 130% em algumas categorias relevantes. No Brasil, o marketplace é popular entre os mais jovens e com alto poder aquisitivo – 60% dos usuários têm menos de 30 anos de idade e gastam cerca de R$ 1.900 por mês com compras online, diz o diretor.

 

Mirando este mercado em constante ascensão, o AliExpress tem investido fortemente em logística para diminuir o tempo de entrega de produtos, de 90 dias a em média 30 dias, o que atrai muito mais consumidores que antes temiam pela demora dos produtos. Além de logística, também pensando nessa demanda crescente, a empresa tem oferecido atendimento em português e os principais meios de pagamento do Brasil, como o boleto.

 

Histórico do e-commerce entre China e Brasil

 

A procura dos consumidores brasileiros pelos produtos chineses segue uma tendência observada nos últimos anos. Segundo o relatório Beyond Borders, 50% dos consumidores elevaram a incidência de pedidos em sites internacionais na comparação entre 2018 e 2019. Este estudo consultou 3 mil consumidores de sites internacionais. Desses, metade das pessoas aumentaram a frequência de compra em sites internacionais de 2018 para 2019.

 

Crossborder e-commerce se torna uma sensação entre os brasileiros

 

De acordo com o Relatório anual Webshoppers 41, da eBit|Nielsen, o e-commerce brasileiro movimentou cerca de R$ 61,9 bilhões em 2019, sendo que, desse montante, os sites estrangeiros, também chamados de cross-borders, responderam por R$ 12,9 bilhões em vendas. Isso significa que as operações online de players do exterior no Brasil respondem por apenas 17% do volume total e a maioria das vendas ainda são efetuadas em plataformas nacionais.

 

Segundo a Ebit|Nielsen, o e-commerce brasileiro teve alta de 47% no primeiro semestre, podendo assim dobrar sua participação no varejo total no ano.  Os números consolidados do ano de 2020 serão confirmados em breve e tendem a ser bem mais expressivos, tendo em vista o cenário disruptivo que toda a indústria digital passou, principalmente devido ao distanciamento social, quebrando assim diversos recordes e consolidando o e-commerce no dia a dia de muitas pessoas.

 

As empresas brasileiras vendo o potencial do e-commerce crossborder começaram a se movimentar para não perderem espaços para os players internacionais. A Magazine Luiza, Via Varejo e B2W passaram a investir fortemente em meios de pagamento, aplicativos e logística para as vendas próprias e de marketplaces de produtos vindos principalmente da China, para manter sua relevância no país e seguindo o exemplo do que fazem os players internacionais.

 

O maior desafio das empresas é oferecer um preço competitivo, sendo que 66,7% dos consumidores que efetuam compras em sites asiáticos levam em consideração o valor dos produtos como primeiro fator decisório, seguido pela experiência e a falta de alternativas no mercado brasileiro.

Com 8 anos de elevação constante na demanda pelos produtos originários da Ásia, essa movimentação sobrevive até mesmo ao câmbio flutuante e à pandemia, o que mostra que a demanda pelas ofertas chinesas veio para ficar.

 

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