Entenda as diferenças entre gateway de pagamento e PSP

01/02/2021

Apesar de serem usados como sinônimos, existem distinções fundamentais no que são e no modo como funcionam.

 

 

Ambas soluções estão relacionadas com a evolução do mercado de pagamentos. O surgimento de novos agentes e tecnologias impactam na criação de serviços condizentes com suas necessidades. Esse é o caso de inovações em sistemas de cobrança digital, impulsionadas por e-commerces e empresas de SaaS.

 

Gateways de pagamento e provedores de serviço de pagamento (PSP ou Payment Service Provider, em inglês) integram comerciantes, clientes, bancos emissores de cartões de crédito e adquirentes dos valores das vendas. Contudo, fazem-no de maneiras distintas. Para apresentar os benefícios contemplados por cada um, antes precisamos entender o que são.

 

A diferença fundamental é que gateways são soluções técnicas, ferramentas que processam a transferência da informação de pagamento do comerciante para os bancos. Uma maneira simplificada de visualização seria interpretar o gateway como equivalente online das Point of Sale machines (PoS).

 

Por outro lado, PSPs são intermediárias de pagamento que realizam a ponte entre comerciantes e bancos. Elas oferecem tanto o processamento técnico (gateway) quanto o processamento financeiro (transferência efetiva de valores). Essa atuação dupla permite que uma PSP possa executar apenas o serviço de gateway, o que estimula confusão de significados.

 

Outra especificidade de provedores de serviço de pagamento é sua manutenção de relação contratual com bancos emissores e adquirentes. Assim, o contrato do comerciante com a PSP contempla diferentes bandeiras de cartões de crédito, além de outros métodos de pagamento, como débito, boleto e pix. No serviço exclusivo de gateway, a liquidação da venda é feita pelos próprios bancos e o comerciante deve manter contratos diretamente com cada banco emissor e adquirente.

 

A chave para compreender os benefícios e as desvantagens de cada modus operandi é ter em mente a diferenciação clara entre uma ferramenta de pagamento e uma prestadora de serviço.

 

Gateways são APIs (Application Programming Interface), um software com caráter modular. Ou seja, o programa permite que diferentes funções sejam adicionadas ou retiradas através da codificação de APIs complementares. Se por um lado a ferramenta proporciona alta capacidade de personalização, também demanda sua complementação com softwares de prevenção de fraudes, reconciliação e adição de outros métodos de pagamento.

 

Exatamente por ser apenas a API, existe a necessidade de relações contratuais com bancos. Nesse modelo, o controle e a responsabilidade da operação de pagamentos fica nas mãos da empresa comerciante.

 

Ao escolher a parceira com uma PSP, o comerciante opta pela centralização. Aqui, a provedora de serviço de pagamento é a responsável pela operação. A empresa comerciante obtém o sistema de gateway, suas APIs complementares, além de diferentes métodos de pagamento em um pacote único, com apenas uma relação contratual.

 

Em troca de tal facilidade, a PSP recebe valores maiores por operação. Enquanto gateways trabalham com taxas fixas por transação, provedores de serviço de pagamento atuam com taxas fixas e variáveis. A liquidação, executada pela própria PSP, ocorre em data determinada no contrato. Porém, há possibilidade de antecipação com condições atrativas.

 

Então, qual a melhor solução para minha empresa? Investir em um pacote completo de PSP ou demandar apenas o serviço de gateway? A escolha depende da capacidade jurídica e tecnológica da companhia, além de seu volume de vendas e da existência ou não de uma equipe de pagamentos interna.

 

Embora grandes players possam muitas vezes optar por utilizar gateways oferecidos por terceiros ou pela construção do seu próprio pela possibilidade de redução de custos em negociações diretas, os PSP’s oferecem soluções de gateways de pagamentos cada vez mais robustas e se apresentam como alternativa Full Service que é muito interessante principalmente para merchants de escala global. Essas empresas globais poderão expandir negócios sem possuir presença jurídica em todos os países para os quais operam, e o PSP é o responsável por se conectar com os adquirentes locais e atue como MoR – Merchant of Record. Merchant of Record é a entidade autorizada e responsabilizada por uma instituição financeira para processar as transações de cartão de crédito e débito de um consumidor. O MoR também é o nome que aparece na fatura do cartão de crédito do consumidor.

 

Finalmente, a diversificação de meios de pagamento utilizados no e-commerce nos diversos mercados globais também contribui para que os PSP’s ganhem tração junto aos grandes players oferecendo pagamentos não só em cartões, mas em sistemas interbancários para transferência de fundos (por exemplo, PIX, SPEI, SEPA, ACH, Trustly, Techprocess) e conexão com as diversas wallets locais.

 

Em mercados emergentes onde as especificidades de meios de pagamento são maiores, como o Brasil, que ainda tem um quarto da população em processo tardio de bancarização e utilizando pagamentos em dinheiro e boleto, os PSP’s ganham relevância. Para garantir acesso e aceitação de pagamentos crossborders dos merchants globais junto a essa base de clientes diversa é fundamental o suporte e as possibilidades providas por um PSP.

 

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