Razões para investir na América Latina em 2021

18/01/2021

Recorde de digitalização e um ecossistema de inovação pujante. Entenda os motivos para colocar a região, e especial o Brasil, no seu plano de expansão.

 

 

Com mais de 21 milhões de km², a América Latina contempla 20 países que falam línguas derivadas do latim: espanhol, português e francês. Também compartilham heranças de um modelo de formação econômica e social, o que permite, apesar de algumas diferenças culturais, que certos cenários transnacionais sejam analisados de maneira conjunta.

 

O avanço da penetração digital é um destes cenários. Os países latinos vivem um sólido crescimento de seu ecossistema de inovação, sendo um mercado chave para big techs. Agora, vê surgir iniciativas locais neste segmento, seja com o advento de startups, seja com a evolução digital de empresas consolidadas. O Brasil é o grande player na região, com mais de 12 mil startups e 12 unicórnios.

 

Contudo, o crescimento contínuo deste mercado sofreu uma guinada sem precedentes devido ao isolamento social imposto pela pandemia de 2020. Um cenário de digitalização forçada que pode adiantar décadas na formação do ecossistema de inovação da região.

 

Em relatório deste ano sobre a transformação digital da América Latina, o fundo de venture capital Atlantico elenca números surpreendentes, recordes obtidos e 3 motivos para ter a região como foco para investimentos e planos de expansão de vendas em 2021.

 

Potencial econômico

 

A América Latina convive com a questão histórica de desigualdade social, condição que deve se intensificar com a crise sanitário-econômica. Contudo, convive também com a possibilidade de um futuro grandioso e, por isso, as dificuldades devem ser tidas como oportunidades.

 

Tal expectativa se baseia nas proporções de um mercado de alto potencial, tanto em termos sociais quanto econômicos. Composto por uma população de mais de 580 milhões de pessoas, jovem e urbana, a América Latina vive as últimas décadas de seu bônus demográfico. O crescimento do PIB da região variou de 0,6% em 2019 para 7,7% negativo neste ano. Em 2021, é esperado um crescimento de 3,9%, no Brasil já se fala que será acima de 4%.

 

Crescimento da digitalização

 

Como dito anteriormente, a LatAm possui uma população majoritariamente jovem, o que torna a região ávida por tecnologia. Inovações são socialmente bem aceitas e rapidamente adotadas. A economia, bastante focada em serviços, observa um crescimento exponencial na penetração de soluções digitais.

 

Enquanto o crescimento anual médio da participação do mercado de tech no PIB gira em torno de 11% nos EUA e 40% na China, a América Latina ostenta um aumento de 65%. Vale ressaltar que este número não contempla a aceleração da digitalização ocorrida em 2020, o que projeta a obtenção de um patamar ainda maior na série histórica.

 

Apesar disso, apenas 2,2% do PIB latino-americano é produzido pelo mercado de tecnologia, contra 13% na Índia, 27% na China e 39% nos EUA. Tais valores demonstram o enorme espaço de crescimento para o setor na região e a quantidade de oportunidades ainda inexploradas.

 

Outro dado que chama atenção é o uso diário de internet por habitante. A quantidade de horas online na América Latina é superior à de EUA, China e Índia. O Brasil encabeça a lista de latinos com 9 h 17 min de utilização por dia, seguido por Colômbia (9 h 10min), Argentina (8 h 47 min) e México (8 h 21 min), todos bem acima da média mundial de 6 h 43 min.

 

Ecossistema de inovação pujante

 

Após a chegada das big techs globais nas últimas décadas, a América Latina assiste o desenvolvimento da sua primeira geração de empresas nativas digitais, movimento encabeçado por marcas como MercadoLibre (Argentina), iFood (Brasil), Nubank (Brasil), Rappi (Colômbia), além de 99 App (Brasil) e B2W Digital (Brasil), conglomerado que une os e-commerces Submarino, Shoptime e Americanas.com, este último cliente do Bexs Banco.

 

O e-commerce brasileiro representa a maior participação na América Latina (42%), mas este ano vive seu ápice. Com share de 2% no mercado de varejo em 2009, viu sua participação atingir 5,8% em 2019. Contudo, o isolamento social transformou um crescimento contínuo em aceleração exponencial. O share de 7,2% em março de 2020 saltou para 12,6% em maio. Foram mais de 10 anos de crescimento em apenas 10 semanas, valor que pode retroceder nos próximos meses, mas manterá grande parte do ganho obtido.

 

A abertura de novos mercados, a alta capilaridade das soluções digitais e a redução de custos na operação impulsionam novos players e atraem gigantes para o setor. Tudo indica que esta pode ser a década digital da América Latina e começar pelo Brasil pode ser uma alavanca estratégica.

 

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